O filme brasileiro “Tropa de Elite”, de José Padilha, foi o vencedor do Urso de Ouro de Melhor Filme em Berlim. O Urso de Prata ficou com o documentário sobre tortura em Abu Ghraib, chamado “Standard Operating Procedure”, do norte-americano Errol Morris.
“É difícil expressar sentimentos em qualquer língua. Costa-Gavras é um herói para todos na América Latina, por todos os filmes que fez”, disse o diretor brasileiro ao receber o prêmio das mãos do presidente do júri, o diretor franco-grego Constantin Costa-Gavras.
Apesar da recepção que teve na mídia internacional – a produção brasileira “Tropa de Elite” que chegou a ser chamada de "fascista pelos americanos", desbancou os favoritos “Sangue Negro”, de Paul Thomas Anderson, e pasmem até uma comédia a de “Happy-Go-Lucky”, de Mike Leigh. Na coletiva de imprensa após a entrega do prêmio, José Padilha afirmou que o Urso de Ouro era uma vitória do estilo brasileiro de filmar.
Um dia antes, na sexta-feira (15), o diretor havia respondido as criticas internacional dizendo que, independente de se gostar ou não de “Tropa de Elite”, o importante é o debate que o filme teria causado.
Concordo com o debate, ele sempre expõe as viceras de uma questão polemica, força a opinião pública a repensar e discutir entre si (mesmo que informalmente). Ocorre que neste caso - e me corrijam quem assistiu ao filme, se estiver errado - estamos diante da mais cruel apologia a uma instituição falida e suas praticas covarde e violenta contra seus instituidores " o povo"..
Se não fosse trágico seria cômico.. a violência venceu a comédia.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
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